sábado, 3 de dezembro de 2016

A Grande Invasão - O espectáculo

Durante o mês de Novembro, a Fábrica das Artes do CCB foi o epicentro de uma invasão de Sereias comandada pela Companhia Caótica, a mesma companhia que nos presenteou no passado com o brilhante Sopa Nuvem.

Catarina Santana no espectáculo/conferência A Grande Invasão
(c)Manuel Ruas Moreira

A incursão começou com A Grande Invasão, um espetáculo da autoria de Caroline Bergeron que relata a chegada de um grupo de sereias à vila de Alcochete e a sua consequente encarceração pelo Instituto Nacional dos Oceanos. Apresentado em formato de conferência, com a actriz Catarina Santana no papel de conferencista e Jochen Pasternacki na operação de luz e vídeo, este espectáculo que teve estreia nacional na Culturgest, em Março deste ano, enquadra-se perfeitamente no estilo que tem vindo a caracterizar a Caótica. Aliás, nada melhor do que a própria companhia para o explicar:

"[...] a Caótica desafia com humor e delicadeza as fronteiras entre realidade/ficção e plateia/palco, criando espectáculos totais como a vida, nos quais artistas e espectadores partilham juntos um momento único e irrepetível."
(Texto retirado da página da Companhia Caótica)


Jochen Pasternacki e Caroline Bergeron durante os ensaios de A Grande Invasão
(c)Manuel Ruas Moreira 
Poucos dias depois, a Fábrica das Artes acolheu também uma exposição, uma oficina e uma formação (coordenadas por Caroline Bergeron, com apoio de Catarina Mota) onde o público pôde descobrir (para quem não tinha visto o espectáculo) ou aprofundar conhecimento sobre (para quem viu) o estranho acontecimento das Sereias de Alcochete.

Mas isso é conversa para depois, quando voltarmos com "A Grande Invasão - Exposição, oficina e formação".

Entretanto, ainda agora terminou e a Companhia Caótica já está em Bruxelas para apresentar A Grande Invasão no teatro La Montagne Magique.



Da folha de sala de
A Grande Invasão

A Grande Invasão é um documentário ao vivo que confunde alegremente e sem vergonha a ciência e a fantasia, criando uma impostura jubilatória que ridiculariza suavemente a nossa maneira de viver.
Uma mãe, conferencista, testemunha e documenta, por intermédio de fotografias, ilustrações e vídeos, o seu encontro e vivência quotidiana com um grupo de Sereias que provocou uma epidemia junto daqueles que estiveram em contacto com elas na vila de Alcochete.
De relato documentado, o objetivo da conferência transforma-se num pedido de ajuda ao espectador que é convidado a assinar uma petição que liberte as Sereias da tutela do Instituto Nacional dos Oceanos, onde estão confinadas para investigação.


Criação, direção artística e encenação Caroline Bergeron / Interpretação e colaboração na dramaturgia Catarina Santana / Operação de luzes e vídeo Jochen Pasternacki
Participação em vídeo e fotografia Catarina Santana, Paula Diogo de Carvalho, Maila Dimas, Vasco Diogo, Miguel Antunes, Francisco Campos, Nicolas Brites, Cláudia Andrade e Gaspar Vasques / Ilustrações Antoine Blanquart / Ambiente sonoro António-Pedro e Gaspar Vasques / Realização vídeo António Pedro / Edição, montagem e efeitos especiais Guilherme Pina 
Produção Companhia Caótica / Produção Executiva Stage One / Residência Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo, Portugal) 
Coprodutores Fundação Culturgest (Lisboa,Portugal), Centro Cultural Vila Flôr (Guimarães, Portugal), Teatro Municipal da Guarda (Portugal), Centre Culturel Pablo Picasso (Homécourt, França) e Théâtre de Villeneuve les Maguelonne (França), Ligue de l’Enseignement (França)
Espetáculo coproduzido no âmbito da Rede 5 Sentidos




Sem comentários:

Enviar um comentário